Extensor de autonomia
O que significa
Um extensor de autonomia é um pequeno gerador de combustão que produz eletricidade para a bateria enquanto o barco navega com a sua propulsão elétrica. Nunca faz girar a hélice por si. Alguns estaleiros chamam-lhe genverter; o princípio é o mesmo.
O que muda
Transforma um limite de autonomia num limite de combustível. Um barco capaz de cinquenta milhas com uma carga pode continuar enquanto houver gasóleo, ao preço do silêncio e da ausência de escape que eram a razão de ser da propulsão elétrica. Os grupos bem instalados vão insonorizados e trabalham a carga baixa e constante, o que é mais discreto e mais eficiente do que um motor de propulsão — mas silenciosos não são.
Quem a oferece
Nesta compilação, um barco cujo gerador faz parte da transmissão de série entra na categoria híbrido-eléctrico, e é esse o critério reunido pelo filtro homónimo no mercado — desde bakdekkers e sloops com cerca de oito metros, passando pelos catamarãs oceânicos Windelo 50 e Windelo 54, até aos superiates da Wider, cuja transmissão assenta inteiramente num sistema de range-extender: geradores de velocidade variável alimentam um banco de baterias, e são sempre os motores eléctricos, e só eles, a fazer girar os hélices. O Foiler da Enata aplica o mesmo princípio em série a um barco voador de um dia. A forma como cada construtor combina o gerador com a propulsão eléctrica varia consoante o modelo; as notas sobre o grupo propulsor em cada ficha de modelo reproduzem apenas o que o construtor tornou público, nada além disso.
Porque é importante
É a resposta honesta ao problema das travessias longas e deve ser lida como uma mudança de categoria, não como um acessório. Um barco com gerador de série é um híbrido, seja qual for a palavra do folheto. Um barco em que o gerador é opção é um barco totalmente elétrico com uma porta de saída.
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